Eduardo Cseny - de São Paulo
Acordei hoje
cedo pensativo e não muito inspirado como de costume para escrever. No decorrer
do dia fui relaxando e, já no final da tarde me senti mais a vontade para poder
grafar algumas letras sobre um tema espinhoso e também bem atual que já
aconteceu, acontece e voltará acontecer com mais intensidade no final do ano
2014. Lá para meados de Outubro e Novembro. Trata-se de eleições.
Como é sabido
por mim, por você ou por todos que acompanham política, os ânimos se exaltam em
decorrência das campanhas eleitorais que sempre se avizinham as datas das
eleições acabando por fazer com que as disputas sejam em alguns casos, mais
acirradas do que o desejável nos padrões da própria normalidade fazendo com que
a baixaria pulule no jogo político. E no período, no Brasil são disputadas às
cadeiras do Senado, Governos Estaduais e Presidência da República. “Entre essa
e outras, é por isso que o bicho pega, e como pega”.
Não vou ficar
com muitos rodeios tentando ser o mais objetivo possível para não ficar
parecendo a “festa do peão e boiadeiro de Barretos”. Lá o que vale é ficar o
maior tempo possível em cima de cavalos e touros para domar o bicho pela
exaustão. Aqui, é fazer com que o leitor que é você que visita este blog leia
um texto simples, mas com muita objetividade para facilitar seu entendimento.
Nos meados
do ano de 2000 a 2001, “ia eu lindo belo e loiro” navegando na internet como
usuário fiel do servidor UOL aqui no Brasil. Frequentador assíduo das “salas de
bate-papo” quando fui apresentado e encaminhado ao um programa de conversação
(bate-papo) chamado Ti-Vejo. Programa bom para sua época, porque aqui no Brasil
o único concorrente similar era o programa ICQ. Mas vamos ao que interessa:
Nesse programa (Ti-Vejo) de conversação, existiam donos das
salas, ou seja: Cada assinante tinha uma sala de bate-papo sua e de sua
responsabilidade, onde o proprietário abria a sala e a disciplinava dentro das
regras estabelecidas pelo moderador geral e pelo próprio detentor da sala.
Funcionava bem tanto o programa como cada sala individualmente até que, fui
convidado a participar de um fórum de discussões existente no programa. Até ai,
nada de anormal, mas no fórum, por lá comecei a perceber que existiam
problemas relativos a relacionamentos, como também problemas com muitas queixas
de assinantes para com a direção da empresa programa Ti-vejo. Até ai nenhum
problema com relação a mim, mas não tardou para começarem a me envolver nas
questões e deixei que me envolvessem quando começaram a aparecer discussões
relativas ao tema política já no ano de 2002, ano em que o Ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva se elegeu vencendo. Diante das calorosas discussões
políticas no fórum – reservadamente ameaçado fui sutilmente convidado a me
retirar da internet por internauta do Rio de Janeiro com apoio de uns tantos
outros. Foi quando comecei a perceber que já se tratava de militância política
na net. Isso lá no ano de 2002.
A partir de
2002 criei um blog na blogosfera e por lá postei artigos meus, artigos de
terceiros com comentários meus, links de noticias, artigos e comentários sobre
noticias em geral, em especial política. Enfim, lá era o meu espaço e ninguém,
ninguém poderia me ameaçar ou querer me expulsar. Em tempo: o programa Ti-vejo
já não mais estava operacional na internet. E assim fui dando prosseguimento
até resolver procurar na blogosfera maiores informações do que acontecia sobre
política.
Já na
blogosfera, visitando blogs da região do nordeste do país, ou seja: blogs de
nordestinos sobre política quando percebi uma alta tendência pró-partido dos
trabalhadores (PT) e pró Luiz Inácio Lula da Silva. Eram radicais ao ponto de não
aceitarem criticas contra fatos e acontecimentos relativos ao governo central
que naquele momento dominava a mais alta esfera do poder. Nem mesmo uma simples
critica contra fatos de corrupção relatados nos jornais eram naturalmente
aceitos. Entendi assim que não se tratavam de internautas blogueiros que postavam
manifestando apenas sua preferência ideológica político partidária, mas na
verdade tratava-se de militância institucionalizada atuando na formação de
opinião. Até ai nada de anormal. A final de contas todo mundo tem o direito a
ter suas preferências e a manifestar publicamente essa preferência. O único
fato estranho era não aceitar crítica de nenhuma espécie independentemente da
pertinência ou não. Percebi também que não era apenas o PT que atuava na mídia
digital internet como militância política cega e obstinada e a disputa se dava
numa batalha de guerrilha cujo alvo é o pensamento alheio, onde os coadjuvantes
do processo são o PT x PSDB e os seus aliados não poupando nem mesmo aqueles
cujas manifestações se dão sem o hasteamento de nenhuma bandeira partidária,
inclusive eu que participei do episódio postando um texto de título “Batendo
uma bolinha no blog”. Não creio ter sido protagonista, mas notava inúmeras
similaridades que surgiam à medida que ia navegando na net, certamente
originárias das ideias da mente de um ilustre e anônimo marqueteiro, ou
ilustres e anônimos marqueteiros.
A batalha no
veículo digital internet continuava com o incrível duelo dos militantes tanto
do PT (Partido dos trabalhadores) e seus aliados (Partidos da base aliada),
como do PSDB (Partido da Social Democracia do Brasil) e as respectivas
militâncias numa autentica guerrilha virtual contra pensamentos críticos quer seja
neutros, quer seja de um lado, ou de outro na busca incansável pela formação de
opinião. Eu mesmo num de meus artigos expus a importância do veículo digital
internet e a real possibilidade de formação de opinião pública.
Luiz Inácio
Lula da Silva se reelegeu no ano de 2006, com ampla exploração pela formação de
opinião na mídia digital internet em batalha ostensiva contra os tucanos do
PSDB. De um lado o grande líder Lula, de outro o grande líder FHC (Fernando
Henrique Cardoso que não era o candidato concorrente). Nem mesmo nos grandes
jornais como Folha de São Paulo digital e o Jornal o Estado de São Paulo
digital em seus espaços destinados a comentários escaparam do combate entre os
dois partidos em guerra cujos militantes desqualificavam quaisquer que fossem
os pensamentos críticos ou não dos comentaristas que lá comentavam postando. A
matéria da revista veja sobre ocorrências similares, não é nem uma gotinha no
mar de lama que suja a disputa política pelo poder no Brasil. Nem mesmo às
campanhas políticas para prefeituras e câmara dos vereadores municipais escapa
deste escopo, municiadas ora por bravatas soltadas na imprensa pelos principais
líderes partidários, ora por noticias variadas apresentadas pelos jornais.
Como é sabido
à internet é composta por ilustres internautas e internautas ilustres, sedentos
pelo exercício pleno da liberdade de expressão. Isso não quer dizer que não há
limites. Há limites sim! Eles começam pelo regramento de leis que punem por
injúrias e calunias que causam danos morais passíveis de indenizações, portanto
há que se ter responsabilidade ao se exercer o direito e essa responsabilidade
não é abraçada pelos guerrilheiros do pensamento (militantes partidários). Vale
tudo pelo êxito na desqualificação das ideias e pensamentos dos outros no
sentido da melhor formação de opinião possível conforme ditam as regras dos
próprios interesses do partido. Seja ele qual for.
Escândalo do
mensalão pulsando nos jornais. A militância do PT (Partido dos Trabalhadores)
sem saber o que fazer a não ser continuar lutando contra as críticas ao
governo.
Sucessão
presidencial feita com êxito. Lula consegue eleger Dilma Russef a presidência
do Brasil apesar dos escândalos de corrupção que volta e meia explodiam nos
jornais. À militância Petista resolveu chamar a imprensa de PIG (partido da
imprensa golpista) passando uma falsa ilusão de que havia uma articulação
golpista por parte da imprensa para derrubar o governo. Acontece então
lançamento do livro “Honoráveis Bandidos” um retrato do Brasil na era José
Sarney e suas supostas mazelas, do escritor Palmério Dória, em seguida o lançamento
do livro “Privataria tucana”, do escritor Amaury Ribeiro Jr. Exaltando as supostas
privatizações na era FHC (Fernando Henrique Cardoso), digo supostas porque a oposição em momento algum defendeu as privatizações explicando a seus eleitores e a sociedade em geral o porque de terem que privatizar estatais deficitárias. Os fatos seguiam e seguem com graves acusações a
José Serra, e finalmente o lançamento do livro “O Chefe”, do escritor Ivo
Patarra exaltando e esmiuçando o escândalo do mensalão com suposto comando de
Lula. Esses fatos serviram para Municiar as militâncias tanto do PT e base
aliada, quanto do PSDB/DEM para travarem uma verdadeira guerrilha virtual no
campo das ideias e pensamentos num quadro de liberdade de expressão. Valia tudo, desde mentiras deslavadas, a
calúnias, injúrias e difamação.
Já no governo
de Dilma Russef, acontecem os escândalos envolvendo ministros de seu governo
com o afastamento de vários deles. Isto gerou vasto material para a militância do
PSDB/DEM se digladiarem na guerrilha virtual com o PT/PMDB e partidos nanicos nos
blogs e jornais digitais.
Já estamos no
ano de 2013 às vésperas do ano das eleições que será em 2014. A campanha
principal, que é a presidência da republica já esta engatilhada. Já há guerrilha
pela formação de opinião tanto nas mídias tradicionais, como na digital. A
medida que o tempo for passando, fatalmente os ânimos irão acirrar e a “baixaria”
fatalmente deverá aparecer quer seja pela guerrilha do pensamento virtual, muito
bem instruída por marqueteiros e políticos profissionais e experientes, como
pelo esquadrão classe A atuante na mídia radio/televisiva.
O marketing explorar a mídia digital
internet não é problema. É até normal, previsível e esperado afinal de contas, é
uma mídia como outra qualquer. O que não pode e não deve ocorrer é a atuação de
perfis e usuários fictícios, falsos e pagos, como retratado na matéria da revista Veja
como segue no link (
Militância política falsa (e paga) na internet ). Essa matéria me deu animo e confiança para escrever este artigo.
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