sábado, 4 de maio de 2013

Projeção do PIB para 2013


Fonte o Jornal o Estado de São Paulo - direitos autorais pertencentes ao jornal.

Bancos e consultorias já falam em crescimento do PIB abaixo de 3% no ano


03 de maio de 2013 | 21h 50  -   Notícia
SÃO PAULO - Bancos e consultorias começam a cortar as projeções de crescimento da economia para este ano e já trabalham com previsões abaixo de 3%. Crescimento de 3% é a projeção do Banco Central (BC) para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Até agora, o número vinha sendo endossado pelo mercado, levando-se em conta a média das projeções obtidas na pesquisa Focus, feita pelo BC, com bancos e consultorias.
Mas os analistas estão ficando mais pessimistas. O desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre, segundo mostram números como os da produção industrial, divulgados ontem, e a piora em indicadores de consumo e da balança comercial levaram à revisão de algumas projeções. No ano passado, o PIB cresceu só 0,9% e as projeções para este ano iam até 4%, com mais apostas em 3%.
O diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, baixou de 3,5% para 2,8% a expectativa de alta do PIB em 2013. "Nossa revisão para o crescimento doméstico foi influenciada pela incorporação recente de resultados mais fracos do que esperávamos da atividade econômica", disse. Barros também aponta um cenário global mais fraco que o imaginado.Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), reduziu sua expectativa de 2,9% para 2,7%. Segundo ela, "há chances de nova revisão, dependendo principalmente do desempenho do setor de serviços", a ser divulgado.Os resultados do primeiro trimestre também estão abaixo do esperado pela Tendências Consultoria. A expectativa de alta de 3% deve cair para 2,8% ou 2,9%, diz a economista Alessandra Ribeiro. Ela esperava alta de 1,1% no PIB do primeiro trimestre, mas, com os dados da produção industrial, a previsão deve baixar para 1% e, com isso, o viés será de baixa para o ano.
O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, trabalhava desde junho com alta de 3%, mas revisou o índice para 2,5% há um mês. "Os dados fracos da indústria, aliados aos do comércio e serviços, podem trazer uma surpresa negativa." Vale não vê recuperação evidente no segmento de bens de capital e nos investimentos.
Alta de 2,5% também é a previsão de Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, desde o início de 2013, e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
André Loes, economista-chefe do HSBC para a América Latina, mantém aposta em 2,6%. Ele lembra que o ano começou um pouco mais forte, mas desacelerou. "Não achamos, contudo, que o número da balança comercial seja razão para alteração, pois o Brasil é muito fechado e as exportações representam parte pequena do PIB."
Com margem que vai de 2% a 3%, Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada (Cemap/FGV) diz que a balança comercial pode ter impacto no desempenho da economia. "A queda do mercado externo vai bater na produção industrial."
O Banco Fator é outro que vê chances de revisar para baixo a alta de 2,9% esperada inicialmente. O Credit Suisse, que tem a aposta mais alta do mercado, de crescimento de 4%, só deve rever os números em junho.




Comentário:    Os vários fatos econômicos citados na matéria levam os mais diversos analistas a rever as metas do governo para o PIB. Espero que eles estejam certos e que tenhamos um PIB acima de 2%. Digo isso pois, o cenário internacional na zona do euro não ser nada favorável as exportações brasileiras. A excessão é os USA que vem tendo números melhores que os europeus demostrando que sua economia esta em franca recuperação. Isto é um excelente indicativo para a economia mundial. Já o Brasil não pode, não deve continuar pensando que o dever de casa já foi feito, pois não foi! Esta ai a ameaça da inflação batendo as portas. E não adianta achar que subir taxa de juros irá resolver o problema porque nossa inflação não é um problema de demanda muito aquecida como muitos analistas teimavam em dizer, isso agravaria podendo gerar uma possível recessão caso haja exagero com aumento de juros. Os resultados do setor industrial, serviços e comércio mais do que evidenciam isso. a única excessão que eventualmente poderia gerar algum problema é o de serviços, mas, mesmo este não anda com o pé no acelerador pisando fundo. O problema da inflação no brasil são decorrência das contas do governo e não adianta criarem  mais desculpas para a questão. Mais dia, menos dia o governo Brasileiro terá que enfrentar o problema. Seja ele quem for.

Eduardo Cseny

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