No dia 11/07/2013, aconteceram manifestações convocadas por
Centrais Sindicais para o que chamaram de dia de luta. A pauta se deu voltada a
questões de interesses dos trabalhadores e aposentados tais como: fim do fator previdenciário
incidente nas aposentadorias, aumento no valor das aposentadorias, jornada de
trabalho de 40 horas semanais para os trabalhadores e fim das terceirizações
para os funcionários públicos. A pauta foi válida do ponto de vista sindical,
porém, todas de difícil andamento e “interesse” nos anais pertinentes e de
prerrogativas do congresso nacional, pois são puramente não de interesses do
governo federal e de corporações empresariais de um modo geral. Isso nos leva
concluir que a classe trabalhadora e também os aposentados não se fazem
representar nos anais do Congresso Nacional e, isso é apenas uma amostra do que
é a representatividade política com relação aos interesses de seus eleitores
que nada mais são do que membros da própria sociedade. Lá no congresso
Nacional, os congressistas estão preocupados em representar quem banca as campanhas
eleitorais onde os financiadores são corporações empresariais, bancos, grandes
empreiteiras. Esses são os principais doadores de campanhas eleitorais dos
partidos políticos e seus candidatos onde é claro, que por traz desse sistema
há todo um jogo de interesses que se traduzem em trocas, barganhas e negócios dos
mais variados possíveis a margem dos interesses da sociedade, dos aposentados e
dos trabalhadores nesses últimos passados 18 anos. No início e meio desse período,
mais precisamente nos dois governos de FHC (Fernando Henrique Cardoso), algumas
reformas administrativas aconteceram dentre elas a regulação da Previdência Social
com a introdução de uma formula redutora de aposentadorias denominada de fator previdenciário
que reduziram as aposentadorias de 30% a 40%. Isso se deu nas épocas visando
diminuir o custo Brasil, necessário naqueles dias de arrumação administrativa
da da máquina publica e é sempre nesses instantes que quem paga a conta é
sempre a sociedade, os trabalhadores e no caso, os aposentados, Mais, eis que surge
o governo de Luiz Inácio Lula da Silva renovando com votos de esperanças de
trabalhadores, aposentados e uma grande parcela da sociedade, mas eis que nada,
nada aconteceu para reverter quadros de interesses da pauta atual de reinvidicações
das Centrais Sindicais a não ser acreditar que fazendo a Sucessora de Lula, ai
sim as coisas seriam resolvidas. Elegeram então Dilma Russef e já se passaram
praticamente 3 anos e nada, nada se resolveu ou mira-se no horizonte para que
se resolva no sentido das reivindicações da pauta atual.
A questão da jornada de trabalho de 40 horas semanais para os
trabalhadores é uma questão que também depende do Congresso Nacional esbarrando
nas pressões corporativas e empresariais sobre o Congresso, e é nesse ponto que
o jogo de interesses prevalece aos interesses dos trabalhadores. O trabalhador,
aquele que com seu voto ajudou muito político a se eleger, percebe nesse
momento que não tem representação política sendo lembrado apenas na hora e por
ocasião das eleições quando representantes de Sindicatos batem as portas das
fabricas para pedir o tão desejado voto e é nessa hora que se comprova que no
Brasil, Sindicatos servem puramente a interesses voltados aos dos partidos
políticos que disputam eleições em busca do poder. O grande fato é que: o
trabalhador brasileiro, aquele registrado em carteira, aquele que é formal, já
possui uma ampla proteção, tanto em termos de legislação, como social atendidas
se comparados a outros países mundo afora. Já o fim da terceirização, visa
proteger a classe trabalhadora dos servidores públicos, que, diga-se de
passagem, formam uma bem privilegiada massa de trabalhadores. Fica então a
pergunta: para que serviram as manifestações? Respondo: Serviram para que
partidos políticos que dominam o movimento Sindical avalia-se seu poder de fogo
com relação à mobilização de massas para paralisação em protesto por uma pauta
de reivindicações e uma comparação com os movimentos que antecederam e que
pertenceram aos jovens do movimento Passe Livre que através da Internet e
utilizando-se das redes sociais então conseguiram arregimentar uma gigantesca
mobilização que começou por 0,20 centavos de aumento na tarifa de ônibus na
cidade de São Paulo, mas que foi se avolumando, ganhando corpo, apoio da sociedade,
alargando bastante o comprimento da pauta de reinvidicações. Foram duas
mobilizações distintas, uma sindical agrupando pequenos grupos espalhados pelo
Brasil, outra voluntária, espontânea mostrando a classe política brasileira que
o povo brasileiro que dormia em berço esplendido tinha acordado para dizer oque
quer, e como quer. Se não entenderam então acho que esta na hora de esfregar na cara.
Eduardo Cseny
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