terça-feira, 16 de julho de 2013

Centrais Sindicais versus Movimento Passe Livre

No dia 11/07/2013, aconteceram manifestações convocadas por Centrais Sindicais para o que chamaram de dia de luta. A pauta se deu voltada a questões de interesses dos trabalhadores e aposentados tais como: fim do fator previdenciário incidente nas aposentadorias, aumento no valor das aposentadorias, jornada de trabalho de 40 horas semanais para os trabalhadores e fim das terceirizações para os funcionários públicos. A pauta foi válida do ponto de vista sindical, porém, todas de difícil andamento e “interesse” nos anais pertinentes e de prerrogativas do congresso nacional, pois são puramente não de interesses do governo federal e de corporações empresariais de um modo geral. Isso nos leva concluir que a classe trabalhadora e também os aposentados não se fazem representar nos anais do Congresso Nacional e, isso é apenas uma amostra do que é a representatividade política com relação aos interesses de seus eleitores que nada mais são do que membros da própria sociedade. Lá no congresso Nacional, os congressistas estão preocupados em representar quem banca as campanhas eleitorais onde os financiadores são corporações empresariais, bancos, grandes empreiteiras. Esses são os principais doadores de campanhas eleitorais dos partidos políticos e seus candidatos onde é claro, que por traz desse sistema há todo um jogo de interesses que se traduzem em trocas, barganhas e negócios dos mais variados possíveis a margem dos interesses da sociedade, dos aposentados e dos trabalhadores nesses últimos passados 18 anos. No início e meio desse período, mais precisamente nos dois governos de FHC (Fernando Henrique Cardoso), algumas reformas administrativas aconteceram dentre elas a regulação da Previdência Social com a introdução de uma formula redutora de aposentadorias denominada de fator previdenciário que reduziram as aposentadorias de 30% a 40%. Isso se deu nas épocas visando diminuir o custo Brasil, necessário naqueles dias de arrumação administrativa da da máquina publica e é sempre nesses instantes que quem paga a conta é sempre a sociedade, os trabalhadores e no caso, os aposentados, Mais, eis que surge o governo de Luiz Inácio Lula da Silva renovando com votos de esperanças de trabalhadores, aposentados e uma grande parcela da sociedade, mas eis que nada, nada aconteceu para reverter quadros de interesses da pauta atual de reinvidicações das Centrais Sindicais a não ser acreditar que fazendo a Sucessora de Lula, ai sim as coisas seriam resolvidas. Elegeram então Dilma Russef e já se passaram praticamente 3 anos e nada, nada se resolveu ou mira-se no horizonte para que se resolva no sentido das reivindicações da pauta atual.
A questão da jornada de trabalho de 40 horas semanais para os trabalhadores é uma questão que também depende do Congresso Nacional esbarrando nas pressões corporativas e empresariais sobre o Congresso, e é nesse ponto que o jogo de interesses prevalece aos interesses dos trabalhadores. O trabalhador, aquele que com seu voto ajudou muito político a se eleger, percebe nesse momento que não tem representação política sendo lembrado apenas na hora e por ocasião das eleições quando representantes de Sindicatos batem as portas das fabricas para pedir o tão desejado voto e é nessa hora que se comprova que no Brasil, Sindicatos servem puramente a interesses voltados aos dos partidos políticos que disputam eleições em busca do poder. O grande fato é que: o trabalhador brasileiro, aquele registrado em carteira, aquele que é formal, já possui uma ampla proteção, tanto em termos de legislação, como social atendidas se comparados a outros países mundo afora. Já o fim da terceirização, visa proteger a classe trabalhadora dos servidores públicos, que, diga-se de passagem, formam uma bem privilegiada massa de trabalhadores. Fica então a pergunta: para que serviram as manifestações? Respondo: Serviram para que partidos políticos que dominam o movimento Sindical avalia-se seu poder de fogo com relação à mobilização de massas para paralisação em protesto por uma pauta de reivindicações e uma comparação com os movimentos que antecederam e que pertenceram aos jovens do movimento Passe Livre que através da Internet e utilizando-se das redes sociais então conseguiram arregimentar uma gigantesca mobilização que começou por 0,20 centavos de aumento na tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, mas que foi se avolumando, ganhando corpo, apoio da sociedade, alargando bastante o comprimento da pauta de reinvidicações. Foram duas mobilizações distintas, uma sindical agrupando pequenos grupos espalhados pelo Brasil, outra voluntária, espontânea mostrando a classe política brasileira que o povo brasileiro que dormia em berço esplendido tinha acordado para dizer oque quer, e como quer. Se não entenderam então acho que esta na hora de esfregar na cara.


Eduardo Cseny


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