Eduardo Cseny - de São Paulo
E eu que pensava que a verdade fosse um valor de uma
sociedade, mas vejo agora que existem pessoas que se utilizam de protocolo para
dizer num determinado momento que esta falando a verdade. Mentem tanto que
precisam desse artifício.
Vamos ao que interessa: Li e ouvi sobre um pacto da verdade
proposto pela presidente Dilma Roussef. Achei interessante, embora ache que
isso é sempre obrigação dos governantes com sua sociedade, mas em política tudo
é possível e não é raro mentirem em prol de interesses políticos eleitorais.
Ela já havia proposto um primeiro pacto em resposta às manifestações de rua por
todo o brasil. Esse, esta emperrado quase que em sua totalidade perdido num
vazio de incertezas e obstáculos. Entendo que de certa maneira, ela sugere que
esse primeiro pacto foi mais como uma mentirinha político eleitoral inocente,
porque se não, não teria proposto um outro pacto que agora se intitula como
pacto da verdade.
Quando Dilma Roussef sugere levar ao cabo da verdade às
últimas metas de inflação comparando-as às ultimas metas de inflação do Governo
FHC, (Fernando Henrique Cardoso), o faz no meu modesto modo de entender
trazendo a questão numa tentativa de polarização político eleitoral mais uma
vez visando uma disputa entre PT (partido dos trabalhadores) e PSDB (partido da
social democracia Brasileira), Entre os governos Lula/Dilma e o governo FHC. Do
ponto de vista de marketing Eleitoral, até entendo, agora do ponto de vista
lógico e racional e ao bem do que entendo como a própria verdade em questão é
que: não há como comparar questões que embora sejam iguais, mas que aconteceram
em situações completamente distintas sendo que cada qual teve seus méritos e
defeitos. O de Dilma é o atual e também tem méritos e defeitos como os outros
dois.
Critico a política e políticos no que ela pede para ser criticada e nunca
no sentido da demonização, muito embora eles próprios se demonizam a medida que
ignoram até mesmo os desejos da sociedade manifestados em gigantescos protestos
nas ruas. É claro que a forma genérica coloca todo mundo num único universo e
também entendo que há gente boa no conjunto política, mas como em todo universo
corporativo ao extremo, até mesmo as exceções se misturam e formam o todo.
É preciso sempre cobrar sim aquilo que entendemos como
direito. Principalmente respeito a sociedade, a opinião publica por parte de
nossos governantes que compõe a massa de poder deste pais chamado Brasil.
A democracia brasileira a partir da constituição de 1988 já produziram
avanços significativos à sociedade brasileira com alguma inclusão nas camadas
sociais, mas sabemos que esses avanços foram de certa maneira modestos dado o
potencial brasileiro e é por esse motivo que toda atenção nas cobranças aos
nossos governantes são indispensáveis. Sei que nossos governantes são avessos a
crítica e cobranças, mas são elas que fazem com que esses governantes não se
sintam totalmente a vontade na camada mais elevada da sociedade que é o poder.
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